20090223




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Em Berlim, centro geográfico e cultural da europa, marcas de um passado conturbado convivem com galerias de arte, lojas descoladas, bares charmosos, edifícios de arquitetura moderna e pessoas de diferentes estilos.

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Berlim, capital da Alemanha desde a unificação oficial do país em 1990, é uma cidade indefinível. Cabem nela todos os adjetivos que descrevem as metrópoles acima -chique, contemporânea, histórica- e muitos outros mais: jovem, ultramoderna, experimental, provinciana, vanguardista, detonada, charmosa. Berlim tem um pouco de tudo. É um retrato da conturbada história alemã nos últimos cem anos. Foi palco do desmoronamento do império da Prússia, da ascensão de Hitler e dos nazistas, dos horrores do holocausto, dos piores bombardeios da Segunda Guerra Mundial, da divisão do planeta entre capitalistas e comunistas durante a Guerra Fria, da derrocada do bloco comunista. Tudo o que aconteceu de mais importante no mundo no século 20 passou pela capital alemã, e esta herança está escancarada nas ruas.

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As marcas do nazismo, do holocausto e da guerra fria fazem das ruas um museu de história a céu aberto.






Muita coisa mudou desde a queda do Muro (die Mauer, em alemão), em 9 de Novembro de 1989. Em primeiro lugar, houve intensa movimentação de pessoas, para lá e para cá. Quem morava do lado oriental partiu para cidades mais ricas do país, como Frankfurt ou Munique, em busca de trabalho. O antigo lado comunista ficou, portanto, meio vazio -e o preço dos imóveis despencou. Como resultado, a maioria dos jovens que vivia em bairros do lado ocidental se mudou para os distritos mais baratos do leste. Depois de tanto troca-troca, Berlim foi ficando com a cara que tem hoje: uma capital de população relativamente pequena (3,5 milhões) e um jeitão muito contemporâneo.
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Aqueles jovens que no início da década de 90 ocuparam o lado oriental são hoje casados, têm filhos e estão na faixa dos 30 ou 40 anos. Mas, apesar de estarem um pouco mais velhos, mantêm -e prezam- o espírito de experimentação e vanguarda que, após a queda do Muro, chegou ao lado oriental e ganhou novos terrenos -moda, design, gastronomia.

"Para quem gosta de cultura, Berlim é ainda mais interessante que Nova York ou Londres", arrisca Meike Behm, de 38 anos, curadora da galeria NGBK, em Kreuzberg -bairro do lado ocidental que, desde os anos 60, é reduto de pintores, escritores, músicos e artistas.





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Além de ser plana e perfeita para caminhadas, tem uma excelente rede de transporte público.
A cidade é um parque de diversões para arquitetos, com projetos de feras como Renzo Piano (arquiteto que projetou o Centre Georges Pompidou -o Beaubourg- de Paris, e a nova praça Potsdamer, em Berlim) e I.M. Pei (o mesmo da pirâmide do museu Louvre de Paris, e autor do projeto da nova ala do Museu Histórico Alemão).

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Um dos programas mais curiosos e divertidos para se fazer na cidade é visitar, aos domingos, o mercado de pulgas de Boxhagener Platz, no bairro de Friedrichshain. O local fica cheio de gente jovem em busca de tralhas velhas do oriente: rádio-relógios russos, LPs de extintas bandas soviéticas, brinquedos fabricados na Polônia dos anos 70.





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O prefeito de Berlim é homossexual assumido. Klaus Wowereit revelou sua opção sexual quando ainda estava em campanha, e mesmo assim foi eleito em 2001, episódio dá a medida de como os cidadãos são abertos.
As berlinenses são feministas aguerridas, muitas delas adeptas da produção independente de filhos ou solteiras por opção. Para os sociólogos, mais do que uma circunstância, esse comportamento reflete uma opção das berlinenses.





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Os squatters são, em geral, edifícios detonados, quase cortiços, que os moradores transformam em local para performances e festivais alternativos. Ocupam prédios oficialmente sem dono e ali moram, namoram, fazem música, literatura e arte de vanguarda.
O mais conhecido squatter é o Tacheless, que, além de ser o maior, fica num dos pontos mais badalados da cidade, a Oranienburger Strasse.
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No meio desse caldeirão de tendências -punks, designers, prostitutas, artistas plásticos, estilistas, turcos- todos os berlinenses têm uma paixão comum: a ecologia. A capital da Alemanha exibe um dos mais altos índices de reciclagem de lixo do planeta, seu terreno é ocupado por dezenas de áreas verdes e seus cidadãos adoram as bicicletas.


cada vez mais entusiasmada :)


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3 comments:

Ana said...

vou lá visitar-te e tirar uma foto contigo nas portas de bradenburgo!!!

fico tão feliz por ti!!!

beijos grandes.

mary said...

berlim é das cidades mais bonitas que já vi!! adoro berlim!! gostava muito de ir para berlim trabalhar!! **

. said...

vou para lá um ano estudar. espero vir a dizer o mesmo que tu! para já, estou completamente rendida e fascinada.